NATUREZA

Ria de Aveiro

Ria de AveiroParaíso natural por excelência, a Ria de Aveiro …

Rios

RiosCorrendo da montanha em direcção à Ria e ao Mar, …

A Região de Turismo Rota da Luz é uma região de grandes contrastes. Da sua geografia diversificada resulta uma simbiose perfeita entre o litoral e a montanha.Esta região, embora ainda apresente influências da região Eurosiberiana, caracteriza-se, do ponto de vista fitoclimático, como predominantemente Mesomediterrânica. É dominada pela bacia hidrográfica do rio Vouga. Este rio desagua noutro importante acidente geográfico, a Ria de Aveiro. A intrincada rede de afluentes que desaguam no Vouga é responsável pela grande riqueza em água desta região e tem um forte efeito condicionador da agricultura e da paisagem rural. A planície litoral caracteriza-se por uma costa arenosa homogénea, com um sistema dunar bem desenvolvido e em parte ocupado por matas de pinheiro bravo que datam do início do século XX. O sistema dunar encontra maior expressão e condições de conservação na costa de São Jacinto. A Ria de Aveiro está intrinsecamente ligada ao mar, dada a sua proximidade geográfica e influência directa que se faz sentir pela entrada de águas marinhas através da barra. Este sistema lagunar tem profundas influências nas populações ribeirinhas, que aprenderam a usar a panóplia de recursos que lhe oferece e, há centenas de anos, que vem actuando, modelizando-o de forma acentuada. São o reflexo desta actuação as salinas, a ocupação das ilhas de areia que eram as Gafanhas, o bocage, em contraste com as ilhas de sapal do delta, ainda hoje pouco ou nada intervencionadas. Alguns destes sistemas altamente modelizados pelo homem são, contudo, repositórios de diversidade biológica. A transição do meio lagunar com o interior planáltico e montanhoso faz-se através do rio Vouga e de inúmeras linhas de água que drenam na laguna. Estes vales de aluviões constituem zonas de elevada produtividade agrícola, complexidade estrutural e riqueza biológica que, em alguns casos, formam zonas húmidas interiores como as Pateiras de Frossos e de Fermentelos. As areias litorais e aluviões, onde estão instalados os pinhais litorais e a laguna de Aveiro, dão lugar a um meio eminentemente florestal, de relevo mais acentuado, em formações xistosas e graníticas. Este meio florestal, onde actualmente domina o pinheiro-bravo e nalguns casos o eucalipto, apresenta manchas residuais de carvalho-roble, que outrora cobria toda esta região. Este maciço florestal é intensamente recortado por vales fluviais, em que se pode observar a mudança gradual da agricultura da planície aluvial para uma agricultura em socalcos, o mosaico agrícola. Nas zonas de maior altitude, como a serra da Freita, encontram-se ainda zonas abertas onde os elementos dominantes são a pedra nua e os matos rasteiros, sendo a pastorícia uma actividade importante. As comunidades associadas a este habitat pobre e hostil não são muito ricas, mas têm, contudo, características muito peculiares e de elevado valor conservacionista. As características geológicas desta região são reflectidas pelos materiais usados, quer ao nível das habitações, quer das intervenções de apoio à agricultura (muros, sebes,…), sendo elementos evidentes na paisagem rural que acentuam o contraste entre o litoral e o interior.